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 Em volta da capelinha... (Final da rua 15 de Novembro...)

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AutorMensagem
Beto Marcicano
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Número de Mensagens : 74
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Localização : Ibiúna/SP
Data de inscrição : 05/06/2008

MensagemAssunto: Em volta da capelinha... (Final da rua 15 de Novembro...)   Seg Jun 09, 2008 7:13 pm

Pedaço do vídeo que a gente fez de bike no fim de semana, ainda falta editar e colar no outros vídeos, mas já vou adiantando esse pedaço hehe:

Vídeo:
(recomendo assistir na qualidade alta)

http://br.youtube.com/watch?v=4EZTGhyN824

A CAPELA DO SENHOR BOM JESUS DA PRISAO

Em 1874, Manoel Joaquim Neves Junior, negociante, tendo feito um voto religioso, mandou vir da Cidade do Porto, em Portugal, uma imagem do Senhor Bom Jesus da Prisão, em tamanho natural, para sua devoção, colocando-a, na falta de um lugar apropriado, no Império da Igreja Matriz.

Surpreendidos os fieis com a perfeição da sobredita imagem, resolveram auxilia-lo na edificação de uma capela em que se a venerasse. E em fim o Tenente-Coronel Galdino Raymundo Carmello e sua esposa Mafalda Raymundina Carmello fizeram doação de um terreno para aquele fim, á imagem, conforme registro no livro de notas, datado de 17 de Janeiro de 1875, em cujo teor consta como a localização do imóvel o seguinte: ``que é além do cemitério e próximo ao lugar chamado Cruz das Almas, além do terreno murado da mesma capela, contendo vinte metros que forão vendidos lateralmente das respectivas paredes``; e com as seguintes cláusulas: ``......., doação que fizeram com a condição de não poder ser vendido, nem arrendado, e menos ainda edificações de prédios, ainda mesmo quando seja em benefício da Imagem da mesma Capela,......``.

Posteriormente em 30 de Junho de 1899, foi apresentado o estudo de divisão das terras do feital, executado por João Antonio da Cruz, agrimensor nomeado, onde consta a área, os confrontantes do terreno da Capela do Bom Jesus da Prisão, com o seguinte teor: `` frente com a Rua XV de Novembro e Estrada que desta Vila vai a Cotia, e em roda de todos os mais lados, confina com Moysés Bernardo de Camargo; e área de 5.600 metros quadrados``.

A subscrição popular, não oferecia garantia ao Sr. Manoel Joaquim Neves Junior para empreender a construção da referida capela, então o Vigário da Paróquia, Reverendo Cônego Raymundo Marcolino da Luz Cintra e o Alferes Salvador Rolim de Freitas, Juiz de Capelas e Resíduos na época, acordaram a construção do pequeno templo, fazendo apelo á generosidade dos devotos para auxiliar na construção da capela e colocaram na casa do Sr. Pimenta, e mais tarde após termino da obra, na capela, um cofre em que se depositavam as quantias dadas para a construção e indenização das despesas pagas adiantadas pelo mesmo.

A força de vontade do jovem religioso o fez superar todas as dificuldades, e no ano de 1882, a Capela do Senhor Bom Jesus da Prisão, ostenta-se em estilo gótico, garbosa sobre a colina que domina a Vila de Una.

O custo total com a construção da capela totalizou a quantia de 5.269$655 réis.

Trabalharam na construção da capela as seguintes pessoas: Francisco Athanario de Camargo, Joaquim Furquim, Benedicto Jose das Dores, Fructuoso Leite de Moraes, Tristao Jose Garcia, Francisco de Paula Ribeiro, Quintiliano Antonio de Oliveira (carpinteiro), João Maximiano (serviço com carroça), Sátiro Jose Soares e seus camaradas, João Benedicto de Souza, Prudêncio Domingues de Oliveira. Benedicto Vieira Ribeiro, Manoel Rodrigues de Camargo, Ignácio (vulgo Pancadão), Messias Cordeiro Soares, Joaquim Antonio da Silva (carreto – transporte das ferramentas dos carpinteiros para Sorocaba), João do Espirito Santo de Camargo, Benedicto Jose de Oliveira, Felisberto Jose (Pedreiro), Lucídio Jose de Oliveira, José - Carpinteiro, escravo do Alferes Jose Antonio Cardoso, Joaquim Bueno de Camargo (marceneiro), Antonio Francisco Parada (Pedreiro), Antonio Jose de Camargo e seus filhos João, Jose e Fortunato, Ignácio Pinto da Fonseca e camaradas, Antonio Coelho Ramalho, seu pai Francisco Coelho Ramalho, seus irmãos Porfírio e Emidio, Messias Jose Soares, Cristóvão Guedes – Italiano (serviço de carroça – transporte de madeira) Francisco Gomes Vieira e camaradas, Joaquim Rofino, Salvador Figueiró, Diolindo Duarte de Moraes, Antonio Themoteo, Francisco Antonio do Nascimento, Joaquim Grangero, Antonio Teixeira da Rosa, Bernardo Francisco Leite, Salvador Mendes de Campos, Francisco (genro de Dona Francisca Vieira), Isaias (filho de Maria do Beco), Benedicto (filho de Lucidio), Braz – Italiano, João – Preto, Joaquim e Salvador, escravos do Capitão Antonio Vieira Branco, Raymundo e Francisco, escravos de Fermino Soares e Delfino, escravo de Manoel Joaquim Neves.

Os fornecedores de materiais para a construção foram: Francisco Rodrigues Ferreira (quatro dúzias de tabuas de forro), Benedicto Jose de Oliveira (sete carradas de areia), Jose Alves Pimenta (que comprou pólvora e estupim), Antonio Jose de Camargo (tijolos e telhoes), Francisco Gomes Vieira (que comprou cal, cimento, piche e pregos), Sampaio Moreira e Filhos – São Paulo (ferragens, fechadura, dobradiças, canos de chumbo, etc.), Christiano Exel – Armazém de ferragens na Rua da Ponte 35 em Sorocaba (óleo de linhaça, ferragens, gesso, zarcão, alvaiade, etc.), Peixoto, Estella e Comp. – Rua Direita 35, São Paulo (vidros sob medida), Antonio Vieira Branco (tabuas de assoalho e forro, vigotas e ripas), fornecedor desconhecido (compra de 24 palmeiras).

Em 16 de Outubro de 1884, entregou-se oficialmente a Capela do Bom Jesus da Prisão ao Reverendíssimo Cônego Raymundo Marcolino da Luz Cintra, vigário da paróquia com a seguinte transcrição: ``Capella com seu terreno arroda, cercado em gradeamento de paos, com portaos e tranca de ferro; a Imagem do Senhor Bom Jesus da Prisão, collocada no competente local, e ornardo com uma roupa de seda roxa usada com a ....... dourada, cordão, e resplendor de que parece ser de prata; uma caixa de madeira com trez vidros; um altar, constando de banqueta e urna, oito catiçais de paos arandellas de folha de flande, quatro jarras douradas e quatro sinetas; dois vasos de barro e duas .... de flores e quatro laços ..........das sinetas; um sino de menos de três arrobas; quatro ganchos para carregar andor; uma caixa sem tampa com ..... e enfeites da capela; um andor com ferro de segurar a Imagem no andor; um tapete; uma cabeleira, uma lata de folha de flande a onde a mesma é guardada; dezesseis lanternas com vidros quebrados ; uma túnica de seda; duas toalhas do altar, tudo novo; uma toalha usada; uma chave da capela; etc.``.

Em 22 de Fevereiro de 1887, o Cônego Vigário Raymundo Marcolino da Luz Cintra, zelador da Capela, encomendou 05 soleiras de pedra mármore, em razão de estarem ás soleiras da Capela apodrecidas, alem disso alguns batentes precisam emendar-se e outros substituir-se, por isso foi encomendada essa madeira sendo, peroba serrada; e contratou carpinteiro e pedreiro para executarem a obra, cujas obras foram concluídas em Março de 1888.

Em 14 de Novembro de 1889, o Cônego Vigário Raymundo Marcolino da Luz Cintra encaminha uma petição ao Meritíssimo Juiz de Capelas e Resíduos do Termo da Vila de Una, Sr. Benedicto Rolim de Freitas, com o seguinte teor: ``Diz o Cônego Raymundo Marcolino da Luz Cintra, Vigário desta Parochia da Villa de Una, que elle supplicante na qualidade de zelador da Capella do Snr. Bom Jesus da Prisão desta Villa, precisa autorização de V.Sa. para proceder aos serviços necessários a mesma Capella que se acha em estado de ruínas, não só madeiramento, como o telhado da mesma, sendo-lhe necessário não só madeiras, como cal, mão de obra de carpinteiros, como de pedreiros, e para acudir tais necessidades urgentíssimas preciso autorização para o orçamento, mais ou menos aproximado, e mesmo talvez reformar os canos, que não são sufficientes para receber as forra das águas das chuvas torrenciais, como temos tido ultimamente,....``.


Observação: Estilo Gótico: Qualificativo de um gênero de arquitetura, também chamado ogival.


Pesquisadores:

Sidney Rolim de Freitas e Walmir Rolim de Freitas


Bibliografia:

Autos do Processo – Ano 1882

Capa nº. 1083

Arquivo – UNA Maço nº. 75



Foto: Sr. Armando Giancoli e D.Lazara Giancoli - Início da década de 1930
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